Bem Vindos ao Garota Wicca



Bem vindos ao Blog garota Wicca, aqui iremos abordar temas sobre a Antiga Religião e o Sagrado Feminino.
Sinta-se a vontade para compartilhar nosso conteúdo, esclarecer duvidas e nos enviar postagens!
Tire suas dúvidas, aprenda e compartilhe suas vivências!
Descubra nossos caminhos na bruxaria moderna, leia as aventuras da Grande Mãe através dos tempos, compartilhe nossas dicas e caminhe junto de Arádia!
Abençoados sejam os que buscam a Deusa com amor & humildade e Blessed Be!
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Cultuando o Deus Púrpura



Postagem exclarecedora...
A maior dificuldade da comunidade wiccaniana LGBT é sem dúvidas de como cultuar o Deus Qeer, quais seus atributos e tal.
Primeiro quero dizer que acho idiota a idéia de só gays cultuarem esta deidade. Todos podemos cultua-la e honrar uma deidade gay na minha opinião, é amar e respeitar o diferente (desabafei haha)

Comece com o altar:
Velas azuis, violetas e/ou Vermelhas
Pena de pavão (até agora nunca vi estatuas...)
Incensos
Vaso para flores

Os simbolos do Deus Qeer é exclusivamente o pavão, sua ave sagrada. Ele simboliza o Deus nos observando do universo, pois sua calda é justamente a ilusão de que tudo ele vê!

Suas flores são rosas brancas e gardênias. Suas cores são azul, violeta e branco (ou vermelho simbolizando o sagrado sangue)
Seus atributos incluem: amor de todas as formas, jovialidade, poesia, tolerância e justiça.
Ele é a Deusa e o Deus.
Esta deidade nos ensina Os mistérios da dualidade, nos colocando em frente a uma natureza dual. Porquê?
Observe uma rosa, ela é angiosperma (acho que escrevi certo). Ela é macho e femea...
Com o tempo você irá adaptar algumas orações e feitiços... boa sorte!

Exercício de meditação: O Deus


Já está noite, frio e com cara de chuva...
Você lembra do exercício de meditação: A Deusa? Muito bem, vamos seguir com nossos exercícios desta vez com o Deus... vamos lá?

Relaxe a mente e leia atentamente ao texto, depois faça o exercício em questão.
Trace o círculo, chame os guardiões dos elementos, seu guia espiritual, a Deusa e o Deus. Visualize comigo:

"Estamos na entrada da caverna, ao nosso redor o círculo brilha esvoaçante, soltando pequenos orbes de energia reluzente. 
Usamos um robe negro, uma bolsinha de couro com nossos pertences: athame, cristais e um cantil com água fresca.
Saia do círculo e se aproxime do seu guia, perto está uma pequena vela acesa, pegue-a e suba no seu guia.
Peça para que ele entre na caverna...
Dentro está frio e úmido, escute o pingar das gotículas de água, olhe em volta, há estalagmites e estalactites que deixa o ambiente agradável e romântico. 
Uma luz indica o final da caverna, o sol está forte o que causa leves dores em seus olhos. Mais a frente, uma floresta tropical... vamos lá! 

A floresta tem uma umidade relativamente quente, arregace as mangas de seu robe... olhe ao redor, pedras, árvores e arbustos com frutas...
Escute... São passos? Os arbustos se mexem...
Se for tímida ou medrosa, vamos nos esconder! 

Ele vem, o Deus, em passos largos. O rei dos bosques e florestas, Senhor dos animais, o Pai Céu!  Ele é metade homem metade animal, sua galhada está levemente arranhada.
Ele é forte, alto, com os cabelos longos. 
 Deus nos avista, abre a moita e nos encontra... sorridente (este Deus é alegre e brincalhão).
Certifique-se que é ele mesmo, se for... acalme-se!

O Deus nos convida para se sentar em um tronco para conversar, pergunte o que quiser. Logo ele vai perguntar se deseja ouvi-lo tocar sua flauta.
A música nos embala e começamos a dançar, meio que uma dança infantil ou estranha, com jingados e pulos. A dança fica mais rápida até que nos deixamos embalar pela energia deste Deus, esta é a dança da vida. 
Ficou tonta? Sente-se e beba água. Este Deus é amigável,  ele irá mostrar as belezas das florestas intocadas para você,  tudo em volta é magia!
Pergunte onde podemos encontrar o seu aspecto de ancião. 
O Deus nos dá as coordenadas, seguiremos as montanhas altas.
Se despeça dele e vamos... Já está no crepúsculo...


Nas montanhas altas, olhe para cima... É muito alto. Seu guia te ajuda a subir na montanha... Não pare, vamos conseguir!

Chegamos ao topo, uma cabana rústica nos dá boas vindas. 
O Deus ancião, o velho sábio. 
Ele sai da cabana, usando peles rústicas sobre o corpo, uma bolsa indígena medicinal e um cajado. 
Nos convida para entrar e descansar, o ambiente é místico. 
O Deus conta velhas lendas, vamos escutar. Logo ele toca em nossa testa, sua magia nos preenche a aura e nos transforma em algum animal, se for uma ave voe, um peixe mergulhe e nade...
Não tema, ele está conosco! 
Explore o lugar, quando  terminar regresse a cabana e agradeça.  Foi uma experiência incrível não acha?
O Deus avisa que está tarde demais e que vai ficar frio. Melhor voltar
Peça suas bênçãos e agradeça. 

Voltamos pelo mesmo caminho, deixe a vela na entrada, agradeça seu guia e entre no círculo mágico. 
Aos poucos retorne a sua rotina!"

Registre essa experiência no seu Livro da Sombra!

Exercício de meditação: A Deusa



 Hmm... Já é de tarde aqui, o céu está em tons pastéis (entre rosa e lilás) maravilhoso com nenhuma nuvem. Estou um pouco rouca haha mas gostaria que me imaginassem conversando com você leitor.
Vamos fazer um exercício juntos, ok?

Já ouviu falar de transe?
Bem... transe é um estado da mente onde "sonhamos" tendo consciência dos atos, e de um modo geral da coisa podemos dizer que é uma espécie de meditação.


Vamos começar?
Pare o que está fazendo, leia atentamente o texto tente decora-lo e depois feche os olhos. Como está o local ai? Calmo? Espero que sim em haha precisamos de um lugar calmo e limpo energéticamente.
Vamos traçar o círculo, trace-o ai...
Pronto? Respire e inspire, feche lentamente os olhos
Chame pelo seu guia espiritual, peça para ajudar você durante sua caminhada
Visualize comigo:

"Estamos na entrada de uma caverna, ao seu redor o círculo brilha soltando pequenos orbes de energia e pontinhos de luz. Está de tarde, estamos usando roupas de bruxas (os), ao lado nosso guia espiritual, perto notamos uma amigável velhinha acesa e na cinta (presa a cintura) uma bolsinha com nossos pertences: varinha, cristais e nosso athame.
Vamos lá, monte em seu guia espiritual e diga para seguir em frente, ele para e você pega a vela, cuidado com a cera nos dedos!
Vamos entrar, é escuro, frio e úmido. Escute os pingos caindo, eles ecoam em uma sinfonia que acalma nossa ansiedade. 
Lá longe vemos a luz, saimos e descemos. É um lugar lindo e sabemos que é sagrado!
Há um campo florido e logo a frente a terra e a relva da lugar à uma fina areia branca, o mar está calmo. É de dia e o tempo está bom.

Está vendo? Quem vem lá?  Correndo ao nosso encontro? É ela!
Usando uma roupa branca ou prata ou simplesmente nua, a Deusa Jovem, que acalma os passos e para em nossa frente.
Será que é ela mesmo?
Aponte seu athame e diga:
"Mostre-me quem tu és"
Se não for ela, imagine uma fumaça mágica dourada fazendo a entidade desaparecer. 
Se for a Deusa, ela irá sorrir.


Oh é ela, emocionada (o)? 
Pergunte o que quiser, ela é a Deusa Jovem, alegre e sorridente. 
Ela irá te mostrar a praia, e as belezas naturais ao redor.
Converse com ela. Logo pergunte o que ela espera de você? 
Diga a ela onde podemos encontrar a Grande Mãe?  Ela irá mostrar o caminho, seguiremos até o campo, próximo as flores vermelhas, ela estará sentada sobre uma pedra ou no chão. 
Vamos seguir viagem e sentimos o crepúsculo se aproximando, sinta a terra tocando seus pés, o cheiro das flores...
Oh olhe, ela está nos esperando. Ela a Mãe, grávida, vestida de vermelho ou verde, ela é toda a fertilidade e amor. Ela acena e nos chama.
Seus olhos cheios de ternura, certifique-se que ela é mesmo ela com o athame.
A Deusa nos mostra a terra fértil, muitas sementes pelo chão, brotos e mudas, plantas começando a dar frutos.
Se você for homem ela irá lhe mostrar a beleza do sagrado feminino, se for mulher, ela irá te tratar de maneira especial, se estiver em período menstrual deixe a Deusa conduzir você a abençoar também aquelas terras.
Pergunte o que quiser, ela o interrompe perguntando se quer ouvir alguma história?  Vamos ouvi-la, o que conta?
Pergunte o que ela espera de você e logo pergunte onde encontraremos a Anciã. 

A Deusa faz um "arzinho" de riso e aponta para a praia, onde existir uma fogueira vamos achar a anciã. Ela acena para você e nos deseja boa viagem. 
Vamos seguir, já está de tarde e as primeiras estrelas surgem
Ela está lá, pegando alguns pedaços de madeira e algumas conchas.
A Deusa Anciã, Velha Sábia... uma senhora vestida de preto com os cabelos longos. Te olha e convida para se aquecer ao fogo.
Ela irá com certeza contar-lhe alguma lenda que lhe servirá de conselho, ela sabe de tudo.
Converse com ela e logo pergunte como pode usar todos esses ensinamentos no dia-a-dia.
Ao terminar agradeça, peça suas bênçãos

Vamos voltar, já é tarde e estamos com sono...
Atravesse a caverna, deixe a vela na entrada e agradeça seu espírito guia.
Seguiremos ao interior do círculo onde aos poucos retornaremos.
As imagens, cheiros e sentimentos aos poucos somem e dicam na memória."

Você irá se sentir exausta (o), então tome um banho e se alimente bem por favor.
Não se esqueça de registrar no seu Livro das Sombras

A dança na bruxaria


A dança... como é bom dançar... ahhh! *suspiros*

Fazer magia não é só sentar, relaxar, meditar, recitarr um encantamento, passar símbolos,  lançar magia, direcionar energia, por fogo no caldeirão.... É dançar, sentir, vibrar junto dos Deuses em um só corpo!
Sem esta vibração, emoção... Não adianta nem chorar no ombro da Grande Mãe reclamando que não deu certo, que você não sentiu nada...
Lembre-se que você é o akasha que falta no altar! Você é a quinta essência e sua emoção e dança mágica conta.

☆ Vejemos algumas danças e sugestões de ornamentos:

★ A dança dos Deuses:

Dançar para as deidades (e junto com elas porque, duvido muito que a Grande Mãe e seu amado consorte ficam só olhando... com certeza eles imitam ou nos ensinam passos novos) é uma boa maneira de chamar os Deuses, entrar em sintonia com o divino e vibrar em um único ser.
A dança da Deusa - consiste em movimentos suaves com o corpo, movimentar nossas partes que simbolizam a fertilidade. Em alguns casos use e abuse de lenços verdes/azuis, leques ou ornamentos orientais que "aumentam o tamanho dos dedos" (desculpem-me mas não me lembro o nome, hehe)

A dança do Deus (cernunnos) - movimentos fortes como bater os pés, as mãos, pulos altos e pequenas corridinhas. Esse tipo de dança nos faz nos conectar com nossa criança interior e intuitivamente durante a dança do Deus sempre sorrimos e soltamos gargalhadas.
Use adereços que lembre um veado como chifres postiços, penas ou roupas marrons. Nos punhos e tornozelos pequenos guizos dourados ou um pandeiro dourado para bater durante a dança. Use espadas, lanças, chifrinhos...


★ A dança dos elementos:

Dança da Terra: assim como o elemento seja forte como uma montanha!
Bata fortemente os pés sobre o chão,  imagine um mini terremoto. Bata palmas e os pés de maneira sincronizada.

Dança do Fogo: a dança rápida e quente. Dance seduzindo, imagine que seu corpo é uma labareda e assim como este elemento, queime, arda, deixe-se contagiar pela energia vivaz e contagiante.

Dança do Ar: a dança leve e alegre. Como o ballet, seje tão leve como o ar, sinta a atmosfera que te rodeia, imagine asas em ti, voe, respire, vire, salte, sorria!

Dança da Água: a dança das emoções. Faça movimentos como o oceano, ondas, seja uma lagoa serena e acalme suas emoções. Sinta o elemento no seu sangue, flua emocione e deixe-se levar pela maré dos sentimentos ingênuos.


★ A dança dos animais totens:

Esse tipo de dança é bem pessoal, recomendo uma pesquisa sobre algum modelo de dança que se encaixe ai.
Ex: tenho mais de um animal de poder, porém trabalho mais com o espírito da aranha.
Utilizo panos, leques e guizos presos a cintura. Eu pulo, ataco e acalmo. Teço a teia imaginária e choro muito.

Pesquise sobre seu animal totem e tente imitar seus movimentos, ruja, cante, rosne, zurre, voe, nade... se emocione e vibre junto!

A carga do Deus - 2



Sou o radiante Deus dos Céus, que inunda a Terra de valor e  guardo a semente oculta da criação que irá germinar e manifestar-se.
Levanto minha lança brilhante para iluminar a vida de todos os seres e diariamente trago meu ouro a Terra, fazendo retroceder os poderes da escuridão.
Sou o Senhor dos animais selvagens e livres.
Corro pelos com o Cervo e me elevo como o sagrado falcão nos céus resplandecentes.
Os antigos bosques e lugares selvagens emanam meus poderes e os pássaros em vôo cantam a minha sacralidade.
Sou a última colheita, que oferece frutos e grãos para que todos se alimentem. Por que sem plantio não há colheita, sem inverno não há primavera.
Adorem-me como o Sol da Criação, de mil nomes, o espírito do Cervo Astado, a colheita sem fim.
Vejam no ciclo anual dos festivais o meu nascimento, morte e renascimento e  saibam que esse é o destino de toda criação.
Sou a centelha de vida, o Sol radiante, o Doador da paz e descanso e envio meus raios para abençoá-los, iluminando os corações e fortalecendo as mentes de todos.

Deus Lugh



Lugh é um deus herói, brilhante e corajoso, simbolizado pelo sol. Em Gales,seu símbolo era um veado branco, mas os corvos também são associados a ele.
Lugh era um deus muito ocupado, era carpinteiro, pedreiro, ferreiro, harpista, poeta, druida e médico. Exerce influência sobre a magia, as viagens, as artes marciais, a reencarnação, a guerra, o relâmpago, a água, (O dos muitos ofícios) de Lugh.
Lugh é um Deus do céu e está fortemente conectado com o fogo, com o Sol e com o tempo. Em inúmeras representações suas, ele aparece com um Torc e uma lança brilhante que às vezes é vista na forma de um raio.

Ele é o Deus de todas as habilidades, artes e da excelência em todo empenho imaginável. Ele é visto como o protetor e guia de seu povo. Embora ele seja representando de formas variadas e com atributos diferentes, existem alguns pontos em comum encontrados nos mitos sobre Lugh em diferentes tribos célticas: é um Deus jovem com longos cabelos e com a face brilhante como o Sol, é qualificado em inúmeras artes, é o sobrevivente dos gêmeos no nascimento, é adotado como uma criança (Na Irlanda por Tail-tu e em Gales por Gwydion)- a associação dele com pássaros e a capacidade de se transformar em uma ave.




Os Deuses estão comigo



"Deusa, senhora da noite
Agradeço pelo meu dia abençoado
Por ver que sempre estamos juntas
Nesta noite, peço
Guarde meus sonhos
Meus anseios
Pois tu sabes, Grande Mãe
Que todos são puros
Destrua na chama de seu caldeirão, Minha mãe
Meus pesadelos
E minhas angústias
Nem seu amado filho e consorte
Deus Cernunnos me abandona
Pois quando tu, Nobre Senhora
Cobre a terra com seu manto negro
O Deus aparece e
Acende a luz das estrelas."

O Sagrado em toda parte!



A Deusa e o Deus estão por toda parte, é sempre bom perceber a presença deles em nosso dia-a-dia.

*Veja se há árvores, flores ou qualquer tipo de planta ao seu redor
*Sinta as energias do Sol
*O vento que alivia
*Os animais que aparecem (costumo interpretar os pássaros como os mensageiros do Deus Astado, eles levam tudo aos ouvidos dele)
*Se possível pare em uma praça com árvores e contemple seus galhos, questione: "Quantos anos ela tem?"
*Sinta a água que você bebe...
*Um cão apareceu na sua frente? Pode ser que a Deusa Diana esteja por perto
*Em um consultório veterinário, sinta o Deus Cernunnos lá... Bastet, Diana e outros Deuses!
*Em uma floricultura, veja o corpo de Gaia...

Enfim, os Deuses estão por toda parte basta ter um coração aberto para sentir suas presenças e lembre-se, nunca caminhamos sozinhos! Nunca diga: ah, eu vou sozinha pra tal lugar, diga eu vou muito bem acompanhada

O Deus Queer


Este Deus é chamado por muitos outros títulos: Deus Púrpura, Deus Azul, Aquele que Dança, Rei Flor, Deus Risonho. Em cada um dos seus muitos aspectos o Deus Queer assume um atributo diferenciado e acredita-se que sua energia só seja acessada quando ele é invocado pelos gays. Muitos praticantes tradicionalistas da Arte acham absurda a idéia da criação de novos Deuses, mas esta prática é fundamento de todas as mitologias do mundo.
 Os homens criaram seus Deuses ao longo da história de acordo com suas necessidades espirituais, emocionais e materiais, assim como criamos um ideal social ou político elaborado ou simples. Um Deus somente para os Queers pode ser considerado uma criação mitológica moderna simbólica para expressar reafirmação espiritual e identidade. Levando em consideração o tratamento que os gays recebem diariamente por parte da sociedade, o Deus Queer se transformou em protetor, companheiro e confidente para muitos que se sentem excluídos da religião e sociedade em função de sua opção sexual. Ao contrário do que muitos pensam essa figura do Deus não promove o separatismo, mas a inclusão.
Ele é o Deus que conduz o ser ao reconhecimento do Sagrado dentro de cada um de nós e a aceitação de que o que é "diferente" é bom, pois promove a diversidade, pluralidade e multiplicidade e por isso deve ser celebrado e honrado. Para os Pagãos gays, o Deus Queer é considerado o primeiro reflexo visto pela Deusa quando ela se mirava no espelho curvo e negro do Universo, fazendo amor consigo mesma para criar toda a vida.
 Ele é a própria imagem da Deusa refletida na luz do êxtase, no momento infinito da Criação. Tornou-se o seu primeiro amante e é a expressão do amor puro, a alegria ilimitada e a sexualidade em suas amplas manifestações. Ele representa não a heterossexualidade ou homossexualidade em si, mas a sexualidade como o abraço apaixonado do Divino, em cada um de nós e no Universo. Assim, quando nos ligamos a uma outra pessoa no êxtase do amor, seja numa relação homossexual ou heterossexual, abraçamos o Divino em nós mesmo, no outro e no Universo e nos ligamos ao momento infinito da Criação.   Esta é a chave para começar a conexão com o Deus Queer. Sendo assim, Pagãos homossexuais ou bissexuais o consideram seu patrono, já que ele pode ser considerado masculino e feminino, amando e se relacionando com ambos. O Deus Queer é reconhecido em muitas Tradições de Bruxaria e em todas elas ele está relacionado ao Self Profundo, que é a corporificação do nosso Eu Divino, por onde emitimos e recebemos energia para trabalhar magia.

Tsukuyomi - o Deus Lua


Tsukuyomi ou Tsukyiomi, também conhecido como Tsukuyomi-no-kami, é o Deus da lua no xintoísmo e na mitologia japonesa. O nome Tsukuyoi é uma combinação das palavras japonesas lua/mês (tsuki) e “ler; contar”(yomu). Outra interpretação de seu nome é a combinação de “Noite iluminada pela Lua” (Tsukiyo) e um verbo significando “Olhando para” (miru). Ainda outra interpretação diz que o kanji para “arco”(弓, yumi) foi corrompido com o kanji para “yomi”. “Yomi” Também pode se referir ao mundo subterrâneo, apesar desta interpretação não ser bem aceita.
Tsukuyomi foi o segundo das “Três nobres crianças” nascidas quando Izanagi, o Deus que criou a primeira terra, Onogoro-shima, Izanagi estava se purificando dos pecados enquanto se banhava depois de escapar do mundo subterrâneo e das correntes de sua enraivecida esposa, Izanami. Tsukuyomi nasceu quando Izanagi o lavou de seu olho direito. De qualquer forma, em uma história alternativa, Tsukuyomi nasceu de um espelho feito de cobre branco na mão direita de Izanagi. 
Depois de subir a escada celestial, Tsukuyomi viveu no “paraiso”, também conhecido como Takamagahara, com sua irmã Amaterassu, a Deusa do Sol.

A boa relação com os Deuses



Na Wicca a relação devocional com o Divino é o aspecto mais importante da prática pessoal. A maioria dos praticantes da Arte acaba por focar sua prática apenas nos aspectos mágicos da Wicca, o que inclui a realização de feitiços e sortilégios. No entanto, esta é uma parte secundária e  menos importante do caminho do Bruxo, que chamará a atenção somente daqueles que estão buscando os aspectos superficiais da religião e não dos buscadores sérios da Arte. Qualquer pessoa que esteja procurando praticar a Bruxaria, deve vê-la acima de tudo como uma religião onde o principal objetivo é criar uma  relação com o Divino e explorá-la em sua profundidade. A conexão com a Divindade é um dos primeiros Mistérios da Arte que devemos praticar com assiduidade. Esta experiência é subjetiva e pode ser percebida de muitas maneiras. Não somos somente nós que buscamos pela Divindade, mas ela também nos procura. Isso pode acontecer durante um ritual, meditação e até mesmo através das sincronicidades do dia a dia.
A idéia de adotar uma Deusa ou Deus como seu principal guia é importante e vital para muitos caminhos da Arte.  Esta Divindade é considerada aquela que o guiará em sua vida mágica e que irá auxiliar você a compreender a natureza de sua espiritualidade e os ensinamentos que são aprendidos ao longo do seu caminho. Esta aproximação deve acontecer de forma recíproca. Os Deuses só perceberão você se por sua vez prestar atenção neles e chamá-los para fazer parte de sua vida. Uma vez que esta Divindade o chamou ou você a ela, será necessário buscar espiritualmente, intelectualmente, psicologicamente e intuitivamente pela Deusa ou Deus em questão.

Caillech: a Deusa anciã



Cailleach é uma figura mitológica celta, cuja a sua função seria a de proteger todos os animais no Inverno e no Outono e cuidar da natureza, embora se acredite também que era "em si" o espírito do Inverno, que não permitia que a natureza se desenvolvesse livremente. Os irlandeses consideravam-na uma deidade primariamente benéfica, protetora do gado, enquanto os ingleses lhe outorgavam uma atitude maléfica. Os gauleses veneravam-na como a deusa-fada da sabedoria, e os escoceses consideravam-na apenas como uma deidade do Inverno.
A Deusa Cailleach era representada usualmente como uma anciã de pele azulada, um só olho no centro da testa, dentadura de urso e colmilhos de javali. Era representada com vestimenta cinzenta, com um avental e com uma espécie de xale ou de capa de tela escocesa nos ombros; e portando às costas uma aljava com flechas de ouro e um arco de madeira de sabugueiro para atacar a quem matasse lobos, javalis e cervos, animais que ela defendia. Outras lendas falam da sua varinha mágica, feita de madeira de azevinho, que usava para murchar as folhas no início do Outono e para se converter finalmente em pedra no fim do Inverno.Segundo outras fontes, a varinha era feita com pele humana e na sua saia havia rochas que iam caindo quando avançava. Outra lenda afirma que uma longa caminhada da Cailleach teria originado todos os vales, montanhas e lagos.

Algumas lendas também retratam a Deusa Cailleach como guardiã do portal que separa o mundo dos vivos com o dos mortos. Inclusive em uma certa data do ano, a qual nós conhecemos como o halloween, esse portal é aberto permitindo que os espíritos vaguem por um determinado período na Terra.


No seriado Merlin há um episódio em que a deusa Cailleach aparece para lançar uma maldição sobre Camelot devido aos pedidos da Bruxa Morgana.

O contato com esta Deusa nos ajuda a redescobrir a soberania sobre nossa própria vida, um tipo especial de poder e confiança. Cailleach, violenta como pode parecer, vive em todos nós. Ela nos traz a sabedoria para deixar ir aquilo de que não mais precisamos e manter as sementes do que está para vir. Ela vive no limite entre a Vida e a Morte.

Cailleach fala:

"Meus ossos são frios, meu sangue é ralo.
Eu busco o que é meu.
O busco o que ainda não foi semeado.
Eu busco os animais para cavernas quentes e mando meus pássaros para o sul.
Eu ponho meus ursos para dormir e mudo o pelo de meus gatos e cães para algo mais quente.
Meus lobos me guiam, seu uivo anuncia minha chegada.
Os cães, lobos e raposas cantam a canção da noite, a serenata da Anciã, a minha canção.
Eu disse sim à vida e agora digo sim à Morte.
E serei a primeira a ir para o outro lado.
Eu trago o frio e a morte, sim, pois este é meu legado.
Eu trouxe a colheita e se você não colheu suas maçãs eu as cobrirei de gelo.
Após o Samhain, tudo o que fica nos campos me pertence."

Entenda porque Wicca é a religião da Mãe



A Wicca é uma religião matrifocal. Matrifocal significa "Foco na Mãe". Este termo foi cunhado pelas pessoas que iniciaram a exploração das religiões centradas no Sagrado Feminino para se referir às práticas e Tradições centradas na figura da mulher e da Deusa. Praticamente todas as Tradições de Wicca são matrifocais. Mesmo as Tradições mais rígidas, engessadas e que observam altamente o conceito das polaridades, como as Gardneriana e Alexandrina, podem ser consideradas ao menos matriduoteístas.  Nestas Tradições o Deus é visto como filho e consorte da Deusa. Ele não é o Criador e sim o co-criador e mantenedor de toda existência gerada à partir da Grande Mãe. O conceito da Deusa, como criadora de toda vida, se expressa inclusive nas formas rituais destas Tradições onde a mulher (representante humana da Deusa) lança o Círculo Mágico para os rituais. Isso possui um simbolismo profundo, o Micro representando o Macro. A mulher/Sacerdotisa (a Deusa) cria o Círculo (mundo) onde seus filhos (Coveners)19 realizarão seus feitos (magia). O homem/Sacerdote (o Deus) a auxilia nesse processo (co-cria o mundo), enquanto a Sacerdotisa lança o Círculo ao redor. A criação e lançamento do Círculo, assim, é uma representação alegórica da própria criação do universo e do mundo.

Deusa Bastet



UMA GATA OU UMA MULHER com cabeça de gata simbolizava a deusa Bastet e representava os poderes benéficos do Sol. Seu centro de culto era Bubastis, cujo nome em egípcio — Per-Bastet — significa Casa de Bastet. Em seu templo naquela cidade a deusa-gata era adorada desde o Império Antigo (c. 2575 a 2134 a.C.) e suas efígies eram bastante numerosas, existindo, hoje, muitos exemplares delas espalhadas pelo mundo. Essa divindade também estava associada à Lua e protegia os partos e as mulheres grávidas de doenças e dos maus espíritos. Tornou-se ainda padroeira dos festivais, muito populares até a época romana, nos quais as bebedeiras eram comuns.


Deusa Inanna



“A história da mulher que se despiu, em sete portais sucessivos, de tudo que ela havia realizado na vida, até estar nua, com nada restando a não ser sua vontade de renascer”. (Diane Wolkstein - contadora de histórias)

No mito, Inanna que é a deusa do Paraíso, radiante, alegre, cheia de vida, desce ao mundo inferior para visitar sua irmã gêmea, Ereshkigal, cujo nome significa “a senhora do grande espaço abaixo”, que acaba de perder o marido.

O chamado do Deus




Sempre que você precisar da minha força e poder,
ou quando o meu sol atinge um raio da grande roda,
então se você pisar em solo sagrado e gritar para o veado rei, que é o Rei sagrado de todas as bruxas.

Eu sou o veado rei, que conduz e protege o rebanho.
Eu sou o veado branco, que é perseguido, mas nunca pode ser pego,
A cabra selvagem que daria seu último suspiro para criar uma nova vida,
O unicórnio e o dragão de lendas antigas forjadas,
e o caçador com chifres escuros que ataca o terror e te protege a noite!
Eu sou o sol, o vento e o mar.
Eu sou a tempestade e os relâmpagos e os trovões.
Eu sou a pedra e do fogo e do aço.
Eu sou a lâmina que pode cortar os homens em pedaços.
Eu sou a vida, e eu sou a morte. Eu sou a natureza.
Me ame e me respeitam - ou temam a mim.
A escolha é sua.

Eu sou o jovem sátiro lascivo que você gerou,
o pai amoroso que criou e protegeu,
e o velho sábio que lhe ensinou sabedoria durante a sua vida
e compreensão durante a sua morte.
Eu estarei lá sempre que nascem,
cada vez que você se apaixonar,
e quando você morrer,
porque eu te amo.

Estes são as três grandes magias que você deve aprender em minha mão:
nascimento, amor e morte.
Pois estes são os três maiores mudanças da vida;
e o que é magia, mas a capacidade de efetuar a mudança?
O segredo da vida é que ela é incompleta sem a morte.
O segredo da morte é que ela é apenas uma porta de entrada para novos começos.
O segredo do amor é que ele nunca morre.

Serve-me com força e suavidade.
E lhe protegerei com minha coragem e misericórdia.
Adora-me com alegria e com reverência.
Cante, dance, faça músicas,
tudo em meu nome, para todos os atos de amor e alegria são meus rituais.
E lembre-se, se você não encontrar o que você procura dentro de si mesmo,
você nunca deve encontrá-lo fora;
pois eis que tenho estado com você desde o início
e estarei contigo até a chegada do teu fim.

Némesis

Némesis, antiga deusa grega da sorte, do karma e do destino, também é conhecida como Adrastéia ("inevitável"). É retratada com uma coroa de flores na cabeça, uma maçã na mão esquerda e uma taça na direita.

Némesis é a deusa da retribuição, das forças que entram em acção quando precisamos voltar a trilhar um caminho mais sábio. Esta deusa mostra-nos que temos de assumir a responsabilidade por todos os nossos pensamentos, palavras e actos negativos, e entender o efeito que eles podem causar na vida das outras pessoas.

A tigela e a maçã são símbolos do desejo que esta deusa tem de purificar a forma humana (a taça), levando-a a conhecer novamente o amor e a sabedoria (a maçã). Assim como Kali na tradição hindu, Némesis não tem paciência com pessoas tolas. Na Wicca, ela é a deusa do destino, assim como as Nornas (as Parcas) no Caminho do Destino (Way of Wyrd - a crença na deusa tríplice: a donzela, a mãe e a anciã), e pode ser evocada nos tempos de grande tensão, causada por atitudes maliciosas de outras pessoas.

A visita de Némesis é um sinal de que  tem observado o que acontece à nossa volta. Está atenta a cada pensamento, a cada palavra e a cada gesto nosso e dos outros ao nosso redor. Como verdadeira guardiã, ela oferece protecção e regista todos os casos de injustiça e iluminar-nos-á de lhe rezarmos. Precisamos de entender que às vezes a vida toma rumos inesperados para que a justiça seja feita.

A presença de Némesis dá-se quando estamos em via de ajudar alguém ou quando algo está prestes a emergir e a verdade se revela diante dos nossos próprios olhos e de todos os envolvidos. Não procuremos vingança nem pagar na mesma moeda, mas sim manter a nossa dignidade. Esperemos e observemos pois a verdade acaba sempre por prevalecer.

EXERCÍCIO DE MAGIA: Leitura das Runas

As runas estão sob a guarda das Nornas, ou Parcas. São um excelente instrumento adivinhatório quando buscamos respostas relacionadas com a alma e o karma. Sintonize-se com elas, faça uma leitura kármica e veja o que elas têm a revelar-lhe.

A Deusa




Para a Wicca, existe um Princípio Criador, que não tem nome e está além de todas as definições.
Desse princípio, surgiram as duas grandes polaridades, que deram origem ao Universo e a todas as formas de vida. PRINCIPIO FEMININO OU GRANDE MÃE.

A Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. É associada aos mistérios da Lua, da Intuição, da Noite, da Escuridão e da Receptividade. É o inconsciente, o lado escuro da mente que deve ser desvendado.

A Lua nos mostra sempre uma face nova a cada sete dias, mas nunca morre, representando os mistérios da Vida Eterna. Na Wicca, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem, a Mãe e a Velha Sábia, sendo que esta última ficou mais relacionada à Bruxa na Imaginação popular.

A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte Feminina presente em todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal! A Deusa é a Mãe universal.

O Deus


  O Deus Cornífero é o Deus fálico da fertilidade. Geralmente é representado como um homem de barba com casco e chifres de bode. Ele é o guardião das entradas e do circulo mágico que é traçado para o ritual começar. É o Deus pagão dos bosques, o rei do carvalho e senhor das matas. É o Deus que morre e sempre renasce. Seus ciclos de morte e vida representam nossa própria existência.
Ele nasce da Deusa, como seu complemento e carrega os atributos da fertilidade, alegria, coragem e otimismo. Ele é a força do Sol e da mesma forma , nasce e morre todos os dias, ensinando aos homens os segredos da morte e da renascimento.

Segundo os Mitos pagãos o Deus nasceu da Deusa, cresceu e se apaixonou por Ela. Ao fazerem amor a Deusa engravida e quando chega o inverno o Deus Cornífero morre e renasce quando a Deusa dá a luz. Este Mito contém em si os próprios ciclos da natureza onde no Verão o Deus é tido como forte e vigoroso, no outono ele envelhece, morre no inverno e renasce novamente na primavera.

O mito da criação


"Solitária, majestosa, plena em si mesma, a Deusa, Ela,

cujo nome sagrado, não pode ser jamais dito,

flutuava no abismo da escuridão, antes do início de todas as coisas.

E quando Ela mirou o espelho curvo do espaço negro,

Ela viu com a sua luz o seu reflexo radiante e apaixonou-se por ele.

Ela induziu-o a se expandir devido ao seu poder e fez amor consigo mesma

e chamou Ela de "Miria, a Magnífica".
O seu êxtase irrompeu na única canção de tudo que é, foi ou será,

e com a canção surgiu o movimento,

ondas que jorravam para fora e se transformaram em todas as esferas e círculos dos mundos.

A Deusa encheu-se de amor, que crescia,

e deu à luz uma chuva de espíritos luminosos

que ocuparam os mundos e tornaram-se todos os seres.
Mas, naquele grande movimento, Miria foi levada embora,

e enquanto Ela saía da Deusa, tornava-se mais masculina.
Primeiro, Ela tornou-se o Deus Azul, o bondoso e risonho deus do amor.
Então se tornou Verde coberto de vinhas, enraizado na terra,

o espírito de todas as coisas que crescem.
Por fim, tornou-se o Deus da Força, o Caçador, cujo rosto é o sol vermelho,

mas, no entanto, escuro como a morte.
Mas o desejo sempre o devolve à Deusa, de modo que Ela circula eternamente,

buscando retornar em amor.
Tudo começou em amor; tudo busca retornar em amor.

O amor é a lei, mestre da sabedoria e o grande revelador dos mistérios.
Este mito foi contado de geração em geração,

por Magos deste Mundo."